sábado, 22 de setembro de 2007

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Extraí as palavras do blog de uma querida amiga, Fernanda (mas não é por isso que está aqui!). Digo palavras porque a poesia está na mão, o poema veio por sonhos (dela) e deixou-a para habitar em nós. Onde encontrar?
I
Na textura do tempo,
meu
ser no mundo.
Tecido velho,
fiapos da vida.
Recortes
na tessitura
incessante do devir.
Venho
de longe,
das encostas da memória.
Sorvo
tudo que alcanço.
Verto
[retocados]
traços engolidos
e
renasço de tudo que fui,
sou,
hei de ser.
Assim
me encontro,
me perco.
Mas
[sempre]
retorno
ao ponto.

II
O ponto
não é somente um ponto.
O ponto
é uma incógnita.
Pode ser o final,
o começo.
[Quiçá um recomeço!]
O ponto
é o talvez,
possibilidade
de novas portas,
velhos encontros.
O ponto
: um ignoto.
Preciso desvendar
o significante
que ele trás.
O ponto,
que me perfaz.

4 comentários:

adelaide amorim disse...

Gostei, Marcelo. Um poema reflexivo, quase filosófico, e muito bonito. Um beijo e bom domingo.

ACANTHA disse...

A Fernanda é ótima, MARCELO!!! Gostei demais!

Jens disse...

É sempre bom ler (reler) a Fernanda.

Fernanda Passos disse...

Marcelo! Quanta honra. Obrigada amigo. Nem sei se mereço.
Beijos.