quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Casamento é isso (?)

Essa está em O Globo de hoje, 05/09: “Após se xingarem de tudo, César e Garotinho se unem” (O País, pg.:5). O amor não é lindo? Ou, como diria uma letra tão ruim quanto tal aliança: “entre tapas e beijos...” o mundo nunca pára de girar. Infelizmente, como é o caso, o giro é de 360º, ou seja, fala, fala, fala, mas sempre vomita no mesmo lugar.
A política contemporânea não tem a menor vergonha de estar na contra-mão do que, verdadeiramente, deveria representar: preocupação com o bem-estar da polis. Não. Isso nem passa pela cabeça da maioria dos engravatados que andam pela “casa-de-todos-nós” chamada de Congresso, fazendo dela, a verdadeira “casa-da-mãe-Joana”, prostituindo a todos nós e corrompendo os nossos filhos. Aliás, quem pode falar de Ordem e Progresso numa casa que tem como presidente um indivíduo chamado Renan Calheiros? Agora, responda quem puder: quem pode falar em ética ou algo que o valha em se tratando de César e Garotinho?
Depois de tudo o que os dois políticos já disseram um para o outro, receber tal notícia pode ser tão “mofada” e carente de sentido (ético, nunca político!) quanto o emocionante encontro entre Lula e Collor. Dizem que é para barrar o avanço do PT carioca. Pode ser. Como também pode ser que, no final, aconteceu o que qualquer novelista está cansado de saber e escrever: duas bandas sempre resultam em um “cujunto”.

5 comentários:

Fernanda Passos disse...

O Garotinho e o César são duas hienas. Participam da ala mais podre da política brasileira. E olha que ela(a política brasileira) é podre em quase sua totalidade.Aliás, desses dois se pode esperar qualquer coisa.
Bj.

Moacy Cirne disse...

Concordo plenamente com você e Fernanda: quase todos eles são farinha podre do mesmo saco velho. Um abraço.

ACANTHA disse...

A César, o que é de César, MARCELO...

sandra camurça disse...

Concordo plenamente com a patota acima. Ó, tem uma surpresa te esperando no refúgio. Um beijo.

Jens disse...

Oi Marcelão.
Como diria o Seu Antonio, meu pai: com raríssimas exceções, os políticos brasileiros não passam de uma cambada de salafrários.