terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Sônia Abrão Facts

Este é um fenômeno do mundo internetês, mas, como eu sei que é verdade, apesar de ser
engraçado, passo adiante!
Sônia Abrão é mesmo ícone do termo: "tomara que morra mais".
Até no twitter (http://twitter.com/search?q=%23SoniaAbraoFacts) o fenômeno Sônia parece multiplicar.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O PIG é phoda...

Desde que a chuva começou, há dois meses, morreram sessenta pessoas em São Paulo.

Um morto por dia.

Parece o Afeganistão.

Zé Alagão não faz nada.

Põe a culpa na água e nos pobres – trololó que o PiG (*) repete incansavelmente.

Quando ele e a Globo inventaram a epidemia de gripe suína e ele suspendeu as aulas em São Paulo, parecia merecer o título de “melhor Ministro da Saúde da História”, que o ministro serrista Nelson Jobim lhe conferiu.

Zé Alagão suspendeu as aulas, mas não suspendeu os jogos do Brasileirinho no Morumbi, para não atrapalhar a Globo …

Agora, sim, é que ele tinha que mostrar que foi um Ministro da Saúde que fez muito mais do que comprar ambulâncias.

Se ele fosse um bom Ministro, mesmo, ele comemoraria o aniversário de São Paulo, nesta segunda feira, com uma campanha de vacinação em massa.

Especialmente depois que alagou a maior central de alimentos do mundo, o Ceagesp, que ficou sob as águas pútridas do rio Pinheiros. (**)

Zé Alagão tem que distribuir antibióticos em massa, para combater a leptospirose.

Zé Alagão tem que dar água pura de beber a quem tomou água pútrida ou comeu alimentos estragados na Baixada Santista.

Zé Alagão tem que distruibuiir pomadas e remédios para combater a micose de pele.

Zé Alagão tem que vacinar todo mundo contra a hepatite contraída com o consumo de alimentos estragados e água contaminada.

Zé Alagão tem que sair do twitter e trabalhar.

Ou ele pensa que governar São Paulo é se eleger presidente da República ?

Eliane, cadê o Serra ?

Em tempo: clique aqui para ler sobre Ciro Gomes, governador de São Paulo, e a eleição no Chile. http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=26061


Paulo Henrique Amorim


(*)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

(**) Clique para ler “até a Globo News mostrou que a culpa é do Zé Alagão, que deixou de construir 91 piscinões e não limpa os rios Tietê e Pinheiros“.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Biblioteca Solano Trindade

Amigos blogueiros, bisbilhotando a rede social de uma colega de trabalho (não, não estava taradamente olhando para fotos comprometedoras, eu sou um homem sério... Ou quase sexualmente fiel), percebi o seu entusiasmo com uma biblioteca comunitária lá na sua terra: Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, aqui no Rio, e resolvi telefonar.

A biblioteca, hoje, também é reconhecida pelo Governo Federal, pois o governo dá auxílio para iniciativas particulares de incentivo à leitura.

Gostaria de discorrer toda a minha emoção, mas peço que dêem um pulinho no blogue deles e conheçam, com os olhos virtuais, o trabalho desenvolvido. Acredito, sinceramente, que este mundo ainda não explodiu porque tem gente que (ainda) ama estar nele. Esse pessoal é um exemplo disso.





http://bibliotecasolanotrindade.blogspot.com/

.

...E por falar nisso, Solano Trindade foi uma pequeno-grande poeta, capaz de "cometer" esta simples-engajada-maravilha:

TEM GENTE COM FOME

Trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome

Piiiiii

Estação de Caxias
de novo a dizer
de novo a correr
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome

Vigário Geral
Lucas
Cordovil
Brás de Pina
Penha Circular
Estação da Penha
Olaria
Ramos
Bom Sucesso
Carlos Chagas
Triagem, Mauá
trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dzier
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome

Tantas caras tristes
querendo chegar
em algum destino
em algum lugar

Trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome

Só nas estações
quando vai parando
lentamente começa a dizer
se tem gente com fome
dá de comer
se tem gente com fome
dá de comer
se tem gente com fome
dá de comer

Mas o freio de ar
todo autoritário
manda o trem calar
Psiuuuuuuuuuuu

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

INSTRUÇÕES E CONSELHOS PARA A JOVEM NOIVA

Gente, pelo conteúdo absolutamente humorístico, fui obrigado a reproduzir estes conselhos fundamentais para que a vida a dois seja o pior dos infernos.
Peguei lá no Balaio, do Mestre Moacy.
Divirtam-se!
.
Repeteco / Memória 1894
INSTRUÇÕES E CONSELHOS PARA A JOVEM NOIVA
Sra. Ruth Smythers
[ Esposa do reverendo L. D. Smythers,
pastor da Igreja Metodista Arcadiana da Congregação Leste,
de Nova York ]

Trad. Walter Cardoso Franco

Texto impresso e distribuído em 1894,
parcialmente divulgado pelo Balaio, nº 232, de 8/8/1990,
a partir de sua publicação na revista gaúcha Dundum

Atenção:
Por ser um um texto relativamente longo
para os padrões do Balaio,
resolvemos destacar em vermelho
as partes que nos parecem mais interessantes.

Para a jovem e sensível moça que alcançou o privilégio de crescer e chegar ao casamento, devemos dizer que este dia é, ironicamente, o mais feliz e também o mais aterrorizante de sua vida. Do lado positivo, há o casamento propriamente dito, no qual a noiva é o centro das atenções de uma cerimônia bonita e comovente, cerimônia esta que simboliza o seu triunfo em lhe assegurar um homem que lhe proverá todas as suas necessidades pelo resto de sua vida natural. Do lado negativo, está a noite de núpcias, durante a qual a noiva deve “pagar para ver”, vulgarmente falando, ao se defrontar, pela primeira vez, com a terrível experiência do sexo.

Nesse ponto, cara leitora, deixe-me revelar uma verdade chocante.Algumas jovens, na realidade, aguardam a noite de núpcias com um misto de curiosidade e prazer! Cuidado com tal atitude! Um marido egoísta e sensual pode facilmente tirar vantagem de tal noiva. Nunca se esqueça de uma regra capital, para qualquer casamento: dê pouco, raramente, e sempre de má vontade: do contrário, o que tem tudo para ser um casamento feliz pode transformar-se numa orgia dos sentidos.

Por outro lado, o temor da noiva não deve ser extremo, porquanto o sexo, que, na melhor das hipóteses, é algo bastante doloroso, deve ser cultivado, e o tem sido pela mulher desde o início dos tempos, e é recompensado pela união monogâmica e pelos filhos. A maioria dos homens, se não lhes for negado, desejam fazer sexo quase todos os dias. A noiva sábia deverá permitir um máximo de duas rápidas relações sexuais por semana durante os primeiros meses do casamento. À medida que o tempo passar, ela deve envidar esforços para reduzir tal frequência. Doenças simuladas, insônia e dores de cabeça são os melhores aliados de uma esposa quanto a isso.

A maioria dos homens são por natureza pervertidos, e se a eles for concedida a menor chance, prontamente passarão a solicitar uma ampla variedade de práticas sexuais das mais repugnantes. Tais práticas incluem realizar o ato normal em posições aberrantes, praticar sexo oral no corpo da mulher, oferecendo os seus próprios e obscenos corpos para também serem usados com a boca da mulher.

Argumentos, apoquentações, repreensões e questionamentos também são muito eficazes, se usados tarde da noite, cerca de uma hora antes de o marido normalmente começar sua sedução.

As esposas inteligentes devem estar sempre alerta e cientes de novas e melhores maneiras de negar e desencorajar as aproximações amorosas de seus maridos. Uma boa esposa deve reduzir as relações sexuais ao mínimo. O ideal é uma só por semana ao fim do primeiro ano de casamento e uma por mês ao fim do quinto ano.

Ao redor do décimo ano de casamento, muitas mulheres já completaram a sua prole e atingiram o objetivo final de terminar todo e qualquer contato com seus maridos. Nessa época, ela deve fazer do seu amor pelos filhos e das pressões sociais elementos eficazes que mantenham o marido em casa.

Como já mencionamos anteriormente, a mulher, além de se manter alerta quanto a ter o mínimo de relações sexuais possíveis, deve também prestar muito atenção em limitar a espécie e a qualidade das relações sexuais. (..)

A mulher inteligente terá por objetivo nunca deixar que o marido a veja despida, nem que este se apresente despido. Praticar sexo, quando este não puder ser evitado, só em total escuridão. Muitas mulheres acham muito útil usar uma pesada e grossa camisola de algodão e providenciar pijamas para o marido, e não tirá-lo durante o ato sexual. Assim, um mínimo de corpo ficará exposto.

Uma vez que a noiva tenha colocado a sua camisola e apagado todas as luzes, ela deve deitar-se quieta e placidamente ao longo da cama e esperar pelo noivo. Não deve fazer qualquer ruído que possa, na escuridão, orientá-lo em sua direção; caso contrário, ele poderá interpretar isso como um sinal de encorajamento. Ela deve deixá-lo andar às apalpadelas no escuro. Existe sempre a esperança de que ele venha a tropeçar e sofrer alguma lesão, que, por mais leve que seja, possa vir a ser usada como desculpa para negar qualquer contato sexual. Quando ele a encontrar, ela deve permanecer tão imóvel quanto possível. Qualquer movimento de sua parte pode ser interpretado como excitação sexual. Se ele tentar beijá-la nos lábios, ela deve virar ligeiramente a cabeça de modo que o beijo alcance inocentemente as suas bochechas. Se ele tentar beijar-lhe as mãos, ela deve mantê-las com os punhos fechados. Se ele levantar a sua camisola e tentar beijá-la em qualquer outra parte do corpo, ela deve, imediatamente, puxar para baixo a sua camisola, pular da cama e anunciar que a mãe natureza a chama ao banheiro. Isso, geralmente, amortecerá o desejo dele de beijá-la em territórios proibidos.

Se o marido tentar seduzi-la com conversas lascivas, a esposa inteligente repentinamente lembrar-se-á de perguntar-lhe alguma coisa trivial e não sexual. Uma vez obtida a resposta ela deve prosseguir a conversação, não importando quão frívola ela possa parecer na ocasião. (...)

Ela deverá permanecer absolutamente calada ou falar sobre seus afazeres domésticos, enquanto ele realiza as manobras que o ato sexual requer. Sobretudo, ela nunca deverá emitir grunhidos ou gemidos durante a realização do ato sexual. Tão logo o marido complete o ato sexual, a mulher inteligente deverá começar a aborrecê-lo com conversas sobre tarefas que ela quer que ele realize no dia seguinte.

Muitos homens obtêm a maior parte de sua satisfação após a pacífica exaustão que se segue ao ato. Sendo assim, a mulher inteligente deve assegurar-se de que ele não tenha paz nesse período, pois, do contrário, ele logo se achará tentado a querer um pouco mais. A mulher inteligente deve se apegar ferrenhamente para que, sem descanso, atinja o seu principal objetivo de primeiro limitar e mais tarde anular completamente o desejo sexual dos seus maridos.

Nota1:
Para ver o texto no original (em inglês), na íntegra, clique aqui.
Nota2:
Quando de sua publicação no Balaio, o texto da Sra. Smythers - uma peça de humor involuntário - recebeu o título de Crônica da moral escrota.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Ninguém merece...

Qualquer dia eu, prometo, paro de falar dO Globo, mas, por enquanto, continuo não tendo muita escapatória. Veja o que diz o panfleto, na sua versão online, na capa do portal, sobre a estréia do filme “Lula, o filho do Brasil”, do diretor Fábio Barreto: “Filme ‘Lula’ tem público abaixo do esperado.” Contudo, e apesar de não haver qualquer mentira na afirmação, a casca de banana é evidente quando abrimos a notícia e nos deparamos com os seguintes valores numéricos:

“O estreante ‘Lula, o filho do Brasil’ (...) ocupou a 2ª posição no ranking arrecadando R$ 2 milhões nas bilheterias. Contrariando a estimativa da Downtown Filmes, que previa um público de 220 mil pagantes para o primeiro fim de semana do filme em cartaz, o público total de sexta a domingo foi de 193.364 expectadores.”

Veja bem, meu bem, o filme faturou, só na estréia, 2 milhões de reais, levou 193.364 expectadores aos cinemas, mas, como a Downtown, distribuidora de filmes nacionais, imaginou que iriam 220 mil pessoas, bem, aí, obviamente, o jornal decidiu (deduziu, achou, cometeu) por bem, “tascar” a tosca notícia no portal.

Por pura vontade de delirar comentarei um sonho que tive noutro dia, em companhia de uma bela cerveja, uma calabresa com muito limão e um cd pirata do Samba Enredo 2010 (tive digestão? Tive!): este filme foi selecionado e escolhido para disputar o Oscar... Ganhou! Putz, a notícia no portal O Globo: “Mesmo sem merecer, Lula leva Oscar”; a Folha: “Oscar faz politicagem e premia Lula”; a Veja, bem, a Veja nada disse. Civita teve um enfarto antes.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Esta foi devidamente roubada lá do (ótimo) Kibe Loco. Porque a verdade é ácida e o kibe é cru!

Haja coração!

Veja bem, IstoÉ a Época da política sem azeite ou óleo de peroba.

O então pseudo-pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, Lindberg Farias (PT) que, até ano passado, esperneou, gritou, fez beicinho, mostrou a língua para o próprio partido e, numa atitude de puro egocentrismo e antiPetismo, resolveu encarar o presidente nacional do partido, o presidente estadual e, quiçá, o próprio presidente Lula e fincou o pé: era candidato ao governo estadual, agora, de repente, não mais que de repente, fincou o outro pé: depois de tanto reclamar e agredir o governador Sérgio Cabral, resolveu se aliar ao Sérgio e disputar o Senado.

Veja bem (que isso não é um truque da direita moderninha, a coisa é assustadoramente feita por gente da... Sei lá, esquerda...) o nome do motivo que fez o nosso querido “Lind” mudar de idéia: R$100.000.000,00 em obras! Lindo, não? Pois é, durma, ou não durma, com um barulho desses. Barulho ensurdecedor do dinheiro entrando nos cofres do prefeito de “Iguaçu City”!

Lindberg, obviamente, nega tal fato. Em entrevista ao jornal O Globo, ele diz que quer que fique bem claro: isso (as obras) não foi o ponto central do acordo. Houve um pedido do presidente Lula. Outro fator determinante foi a derrota do nosso candidato (Lourival Casula) nas eleições do PT.

Claro, querido Lind, dito desta forma, “tá” tudo muito bem explicado!

A gente finge que acredita e você finge que é de graça.

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PS.: O meu amigo de sítio, Flávio Lima, escreveu sobre o caso lá no Algodão Pólvora.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Posso falar?

Absolutamente chocante e desesperdor assistir aos noticiários sobre as enchentes que assolam os Estados do Rio e de São Paulo. No Rio, a cidade de Angra está “espiritualmente” destroçada, tamanha brutalidade, dor e aquela sensação esquisita de que somos pequenos. Como diria Gil: “o verdadeiro amor é vão”. Infelizmente, sabemos muito bem o porquê de certas “calamidades” e o porquê de certos políticos.

Na cidade onde moro, na Baixada Fluminense, as serras que antes eram verdes, hoje são conglomerados de casas sem quaisquer estruturas. Duplex no pé do morro, onde antes moravam árvores e longas raízes, sem alicerce ou engenharia, dá para imaginar o que vai acontecer? Pois é, chuva fina, uma semana inteira e, mais tarde, temporal. Adivinhem? Pensem em Chico: “Também tinha temporal, barranco, às vezes lamaçal ou o diabo...”

Não vou entrar no mérito do homem que o Brasil esqueceu de humanizar, legando-o a uma sobrevida pendular, desgraçada e instintiva. Um amigo relatou, angustiado, que, candidato a vereador, precisou subir num desses morros para falar de fiscalização e sobre como atuam os vereadores; chegando lá, encontrou 20 pessoas morando em casa de dois cômodos e compartilhando um banheiro externo com mais outras famílias de outras casas. Como falar sobre “exercer a cidadania” para quem a sociedade nunca tratou como cidadão? Não, não vou entrar neste mérito.

Vou adentrar no 2º parágrafo e dizer o seguinte: a multiplicação da desordem é culpa exclusiva dos governos que, politiqueiros e predadores em excesso, não impedem a proliferação do caos. Eles poderiam convocar a Defesa Civil e a Secretaria de Meio Ambiente e vetar toda e qualquer invasão nas áreas de risco – viu um barraco ser construído? Aciona a Defesa Civil e cadastra a família em um “Programa de Habitação Solidária” (ou qualquer programa que faça sentido). Como? Isso é muito difícil? Claro! Imaginem o “grau hecatombe” de impopularidade do político que expulsou, defenestrou, o “Grande Carrasco”; risco de nunca mais ser eleito! Portanto, como nenhum político é suicida, jamais veremos a regressão das favelas, das casas nas encostas, na beira dos rios, na praia adentro, etc. Politicamente inviável tomar tal decisão. Mais fácil rezar para que deus não deixe a encosta desencostar. Construir habitações para todos? Muito caro. Conforme-se com o que vamos oferecer: imprensa, desculpas, promessas e, bem lá no final, um “fodam-se”.

Agora, saio do 2º parágrafo e adentro este mesmo para merdalhar de vez: os governos, em uníssono, prometeram ajuda financeira a Angra, reconstrução, demolição, construção, não necessariamente nesta ordem. Governos federal e estadual lá estavam. E Caxias, na minha querida e maltratada Baixada Fluminense? Quase um mês de pura enchente e nem sequer o prefeito da cidade apareceu por lá. Quem anda ajudando os pobres, e, agora, sem-teto, são os outros pobres moradores, vizinhos de casa ou de bairro. “Alguéns” dos governos federal e estadual vão se manifestar (já que o municipal mandou às favas a população)?

E agora, José?

Bem, vamos começar o ano assim: Boris (que nunca foi Doris) finalmente mostra o que é uma vergonha.
Imprensa livre é isso: quando jornalistas também são desmascarados!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Gran Torino

Queria falar de um ano novo cristão e das promessas que, políticas, sempre esquecemos de colocar em prática. Mas não foi possível. Simplesmente resolvi lembrar que tenho alguma massa cefálica (escondida, é claro) e peço licença ao leitor acostumado com a minha falta de educação: vou falar de Gran Torino.
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Clint Eastwood cometeu uma obra-prima. Havia encontrado a luz com 03 filmes surpreendentes: Menina de Ouro (o apogeu), Sobre Meninos e Lobos (muito bom) e Cartas de Iwo Jima (excelente). Contudo, cometer uma obra-prima (e digo cometer porque a genialidade é um tropeço que o errático humano comete à procura do que está além da sua insignificância) é uma tarefa “um tanto quanto” difícil. Acredito que o velho Clint a tenha alcançado com Gran Torino. Explico.
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Estão lá todas as referências de sua carreira, assim como todos os seus estereótipos. O filme começa com um “Dirty Harry aposentado (Walt Kowalski)” e amargurado com o que sobrou do seu país e da sua família. O país (que se resume à vizinhança, claro, pois o velho Dirty vive em seu mundinho, demasiadamente pequeno, assim como a sua visão primeira) está entregue à barbárie, refletida na comunidade negra e nos vizinhos Hmong que mal falam a sua língua inglesa – o que não deixa de ser uma puta ironia já que ele próprio se chama Walt Kowalski, ou seja, um americano/polonês. Sua família é um desastre americano (seu filho trabalha para uma montadora japonesa, o que define perfeitamente o estereótipo de desestruturação e falência das tradições). É claro que há um padre no meio do enredo tentando resgatar a “alma” do velho Dirty, mas não é com deus que Kowalski quer acertar suas contas.
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A simplicidade aparente do filme, distribuída em doses cavalares de preconceito, racismo e etnocentrismo, revela-se apenas um pano-de-fundo para algo mais, muito mais complexo: a redenção. E ela chega na figura de dois jovens Hmong. Absolutamente genial a “sacada” de Clint Eastwood ao deixar que a transformação do seu “eu” ocorra junto ao jovem Thao, filho mais novo da família asiática, que tenta roubar seu carro Ford Gran Torino 72 (símbolo máximo do tradicionalismo e status quo americano). Genial porque o antagonismo entre os dois é a amálgama que os une e transforma-os. A partir da relação de pura troca, quando o velho dá sentido à vida do jovem ao direcioná-lo no caminho do bem e o jovem devolve a vida ao velho ao torná-lo útil, cria-se a luz que resultará na “catarse contida (!)”, no momento de epifania do filme.
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O que começa com o velho Dirty, perpassa avassaladoramente pela resposta que pulsa nOs Imperdoáveis (e que terá o seu melhor desenrolar em Sobre Meninos e Lobos) e termina na revelação do seu acerto de contas. Não, Kowalski/Eastwood definitivamente não quer acertar as contas com deus, mas com o homem. É ao homem que este filme se destina, é uma ode à lucidez, e sobretudo, através da morte, uma ode ao amor.
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Queria falar do ano novo e dos desejos de prosperidade, saúde, paz e dindim, mas Gran Torino representa algo mais; representa a verdadeira mudança, a compreensão do companheirismo e a redenção através do próprio homem.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Resumo da Chuva

E mais um ano passa por estas bandas, largas ou discadas, e o que se viu quase sempre foi chuva feia, esquisita.

Muitos PMs esquecendo dos seus deveres enquanto policiais (tudo bem, isso não é novidade, mas este ano extrapolou) e descambando de vez para o paralelismo do bandido de uniforme, muito político safado (tudo bem, outra vez, novidade alguma em terra brasilis) fazendo maracutaia com o dinheiro do povo, esquecendo de construir o coletivo, o social para satisfazer o bem-estar particular e familiar. Partidos partidos, racha na oposição, no governo... PED petista muito dividido e a certeza de que nem quando estamos no rumo, estamos no prumo.

É certo que houve coisas de estancar a pipa e aflorar o coração. Finalmente um Campeonato Brasileiro digno das antigas emoções. A maior torcida do mundo (ou a que existe no mundo todo) em polvorosa! Meu Mengão (êta timinho sofredor!) campeão outra vez e, outra vez com duas pratas da casa: Andrade (o heroi mineiro) e Adriano (feliz na favela, na laje e de chinelos). Tudo bem, pela terceira vez, o Pet é quase brasileiro (e muito Rubro-Negro). Desculpa, Jens, o seu Colorado quase chegou, mas, pense no lado positivo: não foi nenhum tricolor (ops... Desculpa, Professor Moacy)!

A Educação no país continua uma merda, mas a gente vai levando... O que eu vou dizer quando minha filha perguntar se deus realmente protege os corruptos? Será que eu vou lembrar que, com o advento do youtube, o povo pode ter memória curta, mas a Internet não? Que está tudo lá, a oração dos ladrões, depois de embolsarem o dinheiro sujo, pedindo para deus protegê-los, nas barbas do DEMocratas, do Brasil e de tudo que está errado em Brasília? Aliás, só o DEM é demoníaco?

É certo que continuamos por aqui, sobrevivendo aos BBBs, as Fazendas, as bundas de verão, das frutas, das revistas; tentando encontrar a nossa tribo, acomodar as ideias que, frutíferas, perambulam pela rede à procura de poesia. Continuamos aqui, chovendo de várias formas e expressões, buscando os pares, abrindo a roda e distribuindo nossas dúvidas no único e (ironia?) invisível espaço que, por enquanto, ainda é democrático.

Abraço a todos da tribo! Até 2010!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A piada e o Projeto

Deu nO Globo online: “PIB do Brasil sobe 1,3% no 3º trimestre, menos que o esperado. Sobre 2008, queda de 1,2%”.

Este jornal é de uma graça fantástica. Mais informativo que ele só o Rolando Lero, personagem do saudoso Rogério Cardoso. Impressionante como, com 2 linhas, o portal consegue informar e desinformar ao mesmo tempo. Explico.

Alguém consegue dizer o que, no final de 2008 e durante todo o ano de 2009, aconteceu financeiramente ao mundo? Pois é, acho que a imprensa marrom esqueceu da CRISE FINANCEIRA MUNDIAL... Talvez porque o Brasil, assim como apregoou o nosso presidente (e por isso fora defenestrado por este mesmo jornal), recebeu apenas uma marolinha da crise. Ah!, é claro, fomos o 3º país a sair da marola, provando mais uma vez que, além de fodões, não gostamos de maconha.

É claro que tal jornal não está sozinho nessa cruzada em favor do alarme e do projeto Que-se-Foda-o-Brasil, muitos, inclusive, abraçam a causa com tentáculos maiores, mais desinformativos e menos sutis. Contudo, ao contrário do que era feito no passado (as Kombis da Folha que o digam), graças a Internet, nada mais fica sem respostas imediatas, tanto de apoio quanto de repúdio.

Assim como fora apregoado que a “gripe suína” contaminaria milhões no Brasil, que a crise financeira mataria inúmeros patrimônios e que o efeito Dunga na seleção celebraria o retorno da ditadura militar (brincadeirinha), nada, absolutamente nada de verdade se concretizou, para desespero da direita brasileira (sim, ela existe! E está dentro da sua casa, no primeiro televisor ligado).

Portanto, continuemos com nossas vidas, celebremos a abertura das cervejas e os suculentos churrascos, o resto é pura palhaçada!