terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Resumo da Chuva

...e mais um ano letivo de nossas vidas se encerra. O mundo deu voltas estranhas, contudo, foi a política que retrocedeu em alguns momentos. Normal. Há muito que qualquer quadrúpede se candidata a deputado ou vereador, ou senador, ou... Este ano, um palhaço foi eleito! Não sabe escrever direito, mas até que se prove o contrário, não é ladrão. Difícil é quando o doutor se re-re-reelege para, mais uma vez, nos fazer de palhaços com o cinismo de sempre e a vivacidade corrupta “nunca d’antes vista”.

Não sei como foram os outros Estados; não deveria nem falar do Rio, pois abstive várias vezes de compreender o que se passa neste belíssimo e indecente Rio de Janeiro, mas como todo ano faço este resumo da chuva, não fugirei da labuta: um teclado na mão e uma ideia filha-da-puta!

Tiririca eleito, Maluf eleito, Netinho (aquele que espancou a muié) quase entrou, Wagner Montes (escracha!!!!!) entrou, Garotinho também, enfim, foi foda. Passemos para algo mais evolutivo.

As poliça (otoridade!) entraram no Alemão. Putz, tô com um medo do cacete de ver Tropa de Elite 2 nas ruas do Rio e em Brasília. Sigamos, então, para algo mais evolutivo.

Os hospitais da minha querida Baixada Fluminense estão fechando por falta de profissionais da saúde. Ninguém quer trabalhar nos hospitais municipais. O motivo oficial é que o salário é muito mais alto (o dobro) nas UPAs. Na verdade, ando desconfiado de uma coisa mais repugnante: os dotô se cansaram de assistir os pacientes morrerem por falta da porra toda. Como fizeram medicina (e medicina deveria ser o oposto do curso intensivo de coveiros), negam-se a trabalhar em açougues. Aliás, depois da UPA, acho que a intenção é esta mesmo: fechar os hospitais e investirem mais em postos de saúde que não servem para nada quando o assunto é doença complexa; mas foda-se. Pobre tem mais é que ser a carne do tal do açougue. Enfim, partamos para chuvas mais evolutivas.

Os bingos por enquanto estão proibidos (oficialmente, claro), mas sabemos como são as coisas: “o riso corre fácil quando a grana corre solta”. Enfim, sigamos.

O jornal O Globo escreveu um caderno sobre o mito Lula. Óbvio que a intenção era acabar com a imagem do presidente. Eles só se esqueceram de perceber que o tédio, o nojo e o ódio não furam o asfalto. É a flor que faz. Tenho críticas severas ao governo Lula, mas quem é O Globo (e seu passado nefasto) para questionar o Lula? A Sr. Miriam deveria comentar economia, mas fala sobre tudo: do cocô à bomba atômica.

Mas querem mesmo saber? O ano foi bom. Demos um show de democracia nas eleições (apesar do discurso importante ser deixado de lado), avançamos enquanto país, assistimos um rapaz folgado dar uma tapa na cara do império com uma página: WikiLeaks. As coisas não foram em vão. Alguma coisa está chovendo para o bem e para o mau, mas o mundo sempre curtiu uma Shiva e bebeu Brahma. Eu, aliás, desejo a todos um ótimo final de ano cristão. Que as chuvas sejam para lavar a alma e encher o nosso pote de felicidade (ou de álcool). Não sou muito adepto do otimismo, mas tenho direito a dois desejos: que a nossa churrasqueira nunca apague e que a cerveja jamais esquente!

Feliz 2011!

4 comentários:

sandra camurça disse...

É isso aí, querido,
também não sou lá muito otimista, mas gosto de acreditar que sempre podemos ter algumas alegrias.
beijo carinhoso
abraço caloroso

Vais disse...

Olá Professor,
muito legal seu Resumo
das tristezas às alegrias
te desejo e a@s querid@s um otésimo final de 2010 e um 2011 cheio de tudo de bom
beijos Marcelo

Roy Frenkiel disse...

Tudo de bom nesse resumo da chuva, hem? So discordo da visao que Julian Assange "deu um tapa na cara do Imperio" ou algo similar, rsrs. Acho que isso nao e motivo de comemoracao, mas se isso faz o pessoal ai se sentir melhor, pau na maquina.

abraxao

RF

Jens disse...

O ano foi bom, Marcelo. E também ruim, como são todos os anos. Que o próximo seja melhor para todos nós.
Quanto ao Assange, discordo de ti e do Roy. Acho que ele deu um beliscão na bunda do império. E é sempre bom ver o constrangimento dos poderosos.

Um abraço.