terça-feira, 13 de maio de 2008

A brisa do Leblon

Aquela vontade de estar longe de tudo
Às vezes invade o seu coração
Logo o seu, tão vivo, tão conhecedor
..
Ela adorava ler Rousseau
E alguns trechos de Chacal
Era super-impulsiva
Desorganizada e vital
.
Mas a paixão dominou o mundo
E ela preferiu largar tudo
De Rousseau à bebida
E lutar com ele
.
Ele que usava jeans e boné do Sox
Que curtia Stones e camiseta
Logo ele que não entendia BMW
Não conhecia Millor ou mesmo Monet
Que estudava Direito em não-sei-aonde
Pago pelo pai –
Um político pilantra de alta idade
Dinheiro e colesterol
.
Por alguns meses
Ela se fechou na concha
Relaxou a beleza, o sorriso
Pra ficar com ele e a N.A –
E ele conseguiu
Talvez por medo de perdê-la
(já tinha se acostumado com o seu sexo)
Talvez por amá-la
Com seus dentes amarelos do cigarro
E corpo exuberante
.
...Vontade de estar longe de tudo
Mas ela finge que não
É bem típico dela agir assim
E ele já aprendeu (e sorri)
Ela pergunta:
- O que foi?
Ele diz:
- Eu te amo.

Um comentário:

sandra camurça disse...

Belo, Marcelo, Belo!
Um beijo.