quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Lobão

Hoje eu publicarei o que não costumo fazer, por isso peço licença à Vais e parafrasearei o seu modo: hoje postarei O Som! Aliás, os sons.

Não sei se por ele nunca se levar a sério o suficiente (ou ser muito louco para isso), a crítica caiu na onda e sempre o desdenhou. A verdade é que ele é um artista pulsante, cantando, muitas vezes, o que preferimos esconder. É um puta desbravador do POP tupiniquim que eu, particularmente, aprecio.

Lobão é a própria metamorfose ambulante e o não-é-o-que-não-pode-ser-que-não-é. Contraste, penumbra, claro-escuro; o sujeito é um barroco carnavalesco e escrachado, mas genial. Sem dúvida. E por estar com este artista na cabeça esta semana toda, publico duas músicas que, na minha modesta opinião, deveriam receber um olhar mais simpático das rádios, pois são tremendos exercícios de composição.

El Desdichado II é de uma realidade vomitada e autoreferente impressionante. Bem escrita e musicada, é a típica “música com culhão” (perdoem-me o machismo).

A Vida é Doce é outra joia rara. Lobão cometeu um álbum fantástico, vendido em banca de jornal.


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Estou pagando aos poucos outra joia de beleza rara: a coleção Chico Buarque – Editora Abril. Box e encarte maravilhosos. Vale a coleção!

4 comentários:

sandra camurça disse...

Marcelo,
Lobão é muito bom mesmo, só tenho um disco dele, o Vida Bandida que curti um bocado há mais de 20 anos. Acho que tou precisando voltar a ouvi-lo. Acho que me afastei um pouco dele porque às vezes ele é meio chato como, por exemplo, uma vez disse que o rock o salvou de se tornar um Chico Buarque. Porra eu também adoro o Chico! Mas acho que essas declarações são mais provocações, mesmo.
Beijo

Marcelo F. Carvalho disse...

Sandra, particularmente eu o acho paradoxal em tudo e, por vezes, um babaca. Eu sou um fã do Chico, incondicional, tanto na música como nos livros que produz.
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Conheço o Vida Bandida (que além desta música, tem a ótima Chorando no Campo). Tremendo disco.
Achei, inclusive, que a criatividade do velho Lobo havia desaparecido até ouvir o álbum A Vida é Doce. Puta trabalho.
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Abraço forte!

Roy Frenkiel disse...

Grandes sons, Marcelo!

abrax

RF

Vais disse...

Olá Marcelo,
todas as licenças Professor, que também nem carece de pedir, né?

O Lobão é mesmo uma figura, e ele saca até do trabalho dele
uma Vida Bandida, ehehehe

beijão